Dicas Para Usar Luz Natural em Fotografia Still

Dicas Para Usar Luz Natural em Fotografia Still

A fotografia Still também pode ser considerada uma expressão artística, além do seu objetivo principal de ser fotografia de produto,  e neste artigo que eu traduzi pra você da fotógrafa americana Mandi Johnson, trago um dos elementos mais importantes para excelentes resultados: A luz!

Mesmo com as suas fotos e esquemas utilizando comidas, tenha em mente que isso poderá ser reproduzidos para muuitos tipos de fotos! Espero que goste!

DICAS PARA USAR LUZ NATURAL EM FOTOGRAFIA STILL

 

©MANDI JOHNSON

Usar a luz pode ser o aspecto mais desafiador da fotografia. Então você tem uma janela? Bem, o que você faz com isso agora? Como você direciona a luz, muda drasticamente o humor de suas fotos. Mas adivinhe só? Você não precisa de nenhum equipamento chique para fazer isso! Vamos falar sobre meus três estilos favoritos de iluminação para fotografia still e como você pode recriar estes visuais em sua própria casa.

DIFUSÃO DA LUZ

Por favor, note que para cada uma dessas configurações você precisará usar painéis completamente brancos (Rebatedores) ou adesivos em suas janelas para difundir e rebater a luz. Se você estiver fotografando em um dia nublado, isto pode não ser necessário.

ILUMINAÇÃO DRAMÁTICA

A foto acima é um exemplo de “chiaroscuro” na fotografia. Tradicionalmente é uma técnica de pintura usada principalmente por artistas da Renascença como Rembrandt, é o contraste dramático de luz e sombras em uma imagem. O que quer que esteja iluminado na imagem se torna o ponto focal, destacado pela escuridão ao redor. Esta técnica de iluminação cria vinhetas ricas e melancólicas.

©MANDI JOHNSON

A cena acima foi cuidadosamente preparada para direcionar luz para o lado do meu motivo, enquanto mantinha os itens do plano de fundo nas sombras.

Para criar este visual, você precisará de tábuas escuras e provavelmente fita adesiva, você precisar bloquear parte da luz que entra pela janela. Para o meu pano de fundo, eu usei uma lousa (quadro) preto, embora a textura dele não possa ser vista porque eu não permiti que entrasse luz o suficiente para mostrá-lo. Minha Black Flag (bandeira negra*) é um pedaço de espuma preta, e para o meu chão eu usei tábuas de madeira com textura. Se você quiser um contraste ainda mais escuro para destacar seu motivo, você pode tentar usar um chão preto, como uma lousa preta, madeira escura ou um pano preto.

*Uma  “Black Flag” – bandeira negra – é apenas algo escuro para absorver/bloquear a luz. Bandeiras negras são úteis para sombrear a câmera e porções de um motivo e também são excelentes ferramentas para criar sombras dramáticas.

©MANDI JOHNSON

Prepare sua composição conforme mostrado no diagrama acima, configurando seu pano de fundo e sua bandeira negra com itens pesados encontrados em sua casa, como latas de tinta ou baldes. A bandeira negra que você usar pode ser qualquer objeto escuro, como um pedaço de espuma preta, uma tábua coberta com pano preto, ou uma verdadeira bandeira negra desmontável feita para usar na fotografia. É importante que o que quer que você use para isto não seja refletivo, porque nós queremos absorver a luz, e não refleti-la de volta para o motivo.

O objetivo principal em sua composição deve ser controlar rigidamente a luz. Garanta que o plano de fundo fique coberto em sombras e que o seu objeto esteja levemente dentro do alcance da luz da janela. Um contraste extra pode ser criado pendurando uma bandeira negra (como um papelão preto) para evitar que a luz atinja o primeiro plano do chão em frente do motivo.

©MANDI JOHNSON

Veja esse drama! Eu acho que estas cenas melancólicas são perfeitas para esta época do ano, quando suéteres aconchegantes e vinho quente estão próximos de nossos corações.

©MANDI JOHNSON

ILUMINAÇÃO BRILHANTE E ETÉREA

A estilização brilhante e aerada é uma tendência na fotografia de produtos e comidas. O uso de branco, muita luz e acessórios escassos trazem uma sensação nova e refrescante à imagem. Este estilo de fotografia é essencial para muitos fotógrafos de comida, mas funciona bem principalmente com receitas de verão.

©MANDI JOHNSON

Esta configuração com iluminação de fundo é maravilhosa para criar interesse, enquanto destaques generosos são criados pela luz que vem de cima e ao redor de seu motivo iluminado por trás. Esta também é a maneira mais fácil de criar um plano de fundo sem nenhuma sombra atrás de seu motivo.

Para criar este tipo de imagem cheia de luz, você precisará de um chão branco e algumas peças grandes de espuma branca. Para o meu chão, eu usei tábuas pintadas de branco para dar mais interesse à imagem, ao invés de usar uma superfície branca lisa, como uma espuma branca ou madeira compensada pintada. Você pode criar textura com um chão branco adicionando outros elementos brancos, como toalhas de pesa em camadas, papel branco amassado, renda ou qualquer coisa que você possa imaginar. Apenas deixe seu chão predominantemente branco para trazer o máximo possível de luz à sua imagem.

©MANDI JOHNSON

Prepare sua configuração conforme mostrado no diagrama acima, com seu motivo na frente da janela, inclinado levemente para ajudar a luz a vir em um certo ângulo, ao invés de diretamente por trás do motivo. Use espuma branca ou rebatedores desmontáveis para refletir a luz da janela de volta para a frente do motivo. Sem os rebatedores, seu motivo ficará perdido com a luz explosiva que vem da janela. Rebatedores maiores darão a melhor luz difusa na frente de seu motivo, mas para fotos com close, segurar pedaços de papelão branco pode ser o suficiente para iluminar adequadamente a frente de seu motivo.

©MANDI JOHNSON

Esta configuração brilhante fornecerá sombras limitadas e muita luz. O interesse é criado pela quantidade de destaques conseguida pela iluminação de fundo da janela. Tão aerado e refrescante né? Isso me faz querer limpar minha casa toda! Mais ou menos 😉

©MANDI JOHNSON

ILUMINAÇÃO UNIFORME

Ainda está escolhendo seu estilo para fotografar em locais fechados? A iluminação uniforme é um bom lugar para começar quando você estiver tentando tirar fotos consistentes e de qualidade. Tudo se trata de meios termos, considerando sua flexibilidade com panos de fundo, cores e acessórios de estilização. Eu considero este estilo de iluminação a “baunilha” do mundo da fotografia, mas comum , não é algo necessariamente ruim!

©MANDI JOHNSON

Para criar uma imagem iluminada uniformemente, você deve preparar uma caixa de luz improvisada perto de sua janela. Para fazer isso, tudo o que você precisa é de dois pedaços grandes de papelão branco (ou um rebatedor branco desmontável). Se você não quiser um plano de fundo branco, então você só precisará de um pedaço de espuma e qualquer material de plano de fundo que você quiser.

©MANDI JOHNSON

Para conseguir uma imagem iluminada uniformemente com aparência natural, você deve posicionar o rebatedor branco paralelamente à sua janela, o mais próximo possível de seu motivo, sem que o rebatedor invada sua imagem. Isto irá refletir a luz da janela para que você consiga luz dos dois lados do motivo, com a luz da janela sendo um pouco mais forte do que a luz refletida pelo rebatedor. Isto fornecerá sombras suaves do lado do rebatedor da imagem.

Para uniformizar ainda mais a iluminação, eu gosto de usar um pano de fundo branco para refletir a luz de volta para o motivo. Isto não é necessário, embora seja minha preferência pessoal. Você pode tirar o pano de fundo se quiser mostrar sua casa na imagem, ou usar um pano de fundo com tom médio e alguma textura, como uma tábua coberta com tecido, ou até mesmo papel de parede. Quanto mais longe o pano de fundo estiver de seu objeto, menos sombras você terá nele. Você também pode inclinar o pano de fundo para que o topo dele se incline um pouco para trás, ajudando a reduzir as sombras rebatendo para cima, além de para frente.

©MANDI JOHNSON – Com Rebatedor Branco e Sem Rebatedor Branco

Você pode adaptar este estilo de iluminação uniforme removendo o rebatedor branco para deixar sombras mais pronunciadas, criando um pouco de drama (veja a imagem acima à direita). Para ainda mais drama, você pode colocar uma bandeira negra para criar sombras ainda mais intensas. Não se preocupe – a menos que você realmente bloqueie a luz  para atingir parte de seu motivo, você não conseguirá o alto nível de drama da imagem que eu mostrei no início desta postagem com o estilo de iluminação claroscuro.

NOTA: Lembre-se de difundir a luz que vem da sua janela com lençóis completamente brancos ou adesivos. Se você não difundir a luz em um dia ensolarado, ela será muito mais forte do que a iluminação mostrada nas imagens acima, mas – isto pode não ser algo ruim! Por que não experimentar com o drama intenso criado pela luz não filtrada, como esta receita de Martini incrivelmente fotografada?

Quaisquer que sejam seus objetivos com a fotografia, uma coisa é verdade para todos nós: Quanto mais você praticar, melhor você será!

Gostou? Se sim, compartilhe com seus amigos!

Até breve e vamos juntos…

Artigo Original

 

Tutorial Para Fotografia  HDR

Tutorial Para Fotografia HDR

Olá fotógrafo! Há muito tempo eu queria fazer um tutorial sobre a técnica HDR, se você não conhece ainda, pode fazer uma busca no google e vai encontrar milhares de exemplos incríveis. São fotos onde a gente funde 3 exposições diferentes criando resultados que vão desde lindos à surreais 🙂

Optei por trazer o tutorial do fotógrafo americano Nasim Mansurov, que achei bem didático e esclarecedor, fiz alguns pequenos ajustes, como sempre, pra deixar o mais claro possível pra você. Ele usou o programa Photomatix Pro que tem uma versão de avaliação, e evidentemente, a versão dele está em inglês, eu traduzi os comandos porque existe uma versão em português, e imagino que esteja bem próximo, por isso espero que goste e experimente.

Tutorial Para Fotografia HDR

 

Este é um tutorial detalhado para Fotografia HDR para iniciantes e como você pode criar imagens HDR com uma ou várias fotografias usando diferentes exposições.

Enquanto eu dirigia pelas Montanhas Rochosas no ano passado, eu vi um lindo pôr do sol. Ele era tão bonito que eu fiquei admirando por um momento, antes de pegar a minha câmera e tentar tirar uma foto. Eu tirei uma foto do pôr do sol e rapidamente notei que havia muito contraste entre o céu e as montanhas para a minha câmera. A imagem saiu horrível – o céu parecia bom, mas as montanhas estavam muito escuras. Eu só tinha a minha câmera e meu confiável tripé comigo, então eu sabia que não tinha muitas opções. Eu decidi experimentar uma técnica de fotografia conhecida como “HDR” ou “High Dynamic Range” (Grande Alcance Dinâmico) e eu obtive a seguinte imagem:

NIKON D700 @ 50mm, ISO 200, 1/10, f/16.0 – ©Nasim Mansurov

Embora algumas pessoas realmente gostem da imagem acima, outras a odeiam. E é assim com a HDR em geral – o visual surreal das fotografias HDR não é adorado por todos, mesmo quando são extremamente bem feitas. Mas, vamos deixar esta discussão para depois e tentar entender do que se trata a Fotografia HDR.

Uma coisa que você sempre deve se lembrar quando for tirar fotos, é que a sua câmera não possui as mesmas capacidades que seus olhos quando se trata de ver tons claros e escuros em uma cena. Nossos olhos são equipados com a tecnologia mais avançada, que nos permite ver e notar cores e tons que nenhum aparelho eletrônico artificial consegue. Esta variação de tons e cores é conhecida como Alcance Dinâmico (dynamic range) na fotografia, e se tornou uma métrica de desempenho fundamental nos sensores das câmeras digitais modernas – quanto maior for o alcance dinâmico, melhor é o sensor.

Se você tem usado uma câmera digital há algum tempo, você provavelmente esteve em uma situação similar à descrita acima, onde você tirou uma foto e partes dela ficaram ou muito claras ou muito escuras. Não importava quais configurações você ajustava em sua câmera, nada estava ajudando, apesar do fato de que seus olhos estavam vendo tudo certo. Se você mudasse sua câmera para o controle manual, você poderia clarear uma área, o que escureceria outra e vice-versa, mas nenhuma configuração exporia ambas corretamente, isso devido ao alto alcance dinâmico da cena.

Eu tentei fazer o mesmo com a imagem acima e acabei com as duas fotografias seguintes:

©Nasim Mansurov

©Nasim Mansurov

A imagem a esquerda mostra que embora eu fosse capaz de expor corretamente o céu, o chão ficava muito escuro para eu conseguir recuperar quaisquer detalhes dele. Na segunda imagem, eu tentei expor o chão, mas acabei destruindo completamente o céu. Estava claro que a minha câmera, mesmo sendo uma Full Frame e tendo um sensor avançado, era incapaz de capturar um range dinâmico tão grande.

Mas e se eu capturasse imagens sub-expostas, normal e super expostas do mesmo local e depois as combinasse em uma imagem, onde tudo está adequadamente exposto? É exatamente assim que o HDR funciona.

©Nasim Mansurov

1) O que é HDR?

HDR ou High Dynamic Range Photography  – Fotografia de Alto Alcance Dinâmico – é uma técnica de pós-processamento que usa múltiplas imagens da mesma cena fotografadas com diferentes velocidades do obturador para combiná-las em uma única fotografia. O resultado é uma imagem com a maior quantidade de detalhes tanto nas áreas com sombra quanto nas iluminadas, próximo daquilo que o olho humano veria. Embora o ideal seja usar múltiplas imagens da mesma cena, você também pode criar uma imagem HDR de uma única imagem, desde que ela tenha sido fotografada no formato RAW. Portanto, há dois métodos para criar uma imagem HDR: a) com uma única imagem e b) com várias imagens. Neste artigo eu mostrarei como fazer ambos.

Nikon D700 @ 16mm, ISO 200, 1/125, f/10.0 – ©Nasim Mansurov

2) Requerimentos para HDR

Para poder gerar uma imagem HDR, você precisa ter as seguintes ferramentas:

  1. Câmera digital (de preferência uma DSLR)
  2. Tripé (para múltiplas exposições)
  3. Adobe Photoshop ou alguma outra ferramenta de edição de imagens
  4. Photomatix Pro ou outro software para HDR (opcional)
  5. Software de Redução de Ruído, como Nik’s Dfine ou Noise Ninja (opcional)

Embora você possa se virar sem um tripé fotografando com a câmera na mão utilizando a função Braketing” e deixar o software de HDR alinhar automaticamente as imagens, eu ainda recomendo fotografar com um tripé para obter os melhores resultados. Alinhar as imagens funciona na maioria das vezes, mas você perde uma porção da imagem.

NIKON D700 @ 36mm, ISO 100, 6/10, f/22.0 – ©Nasim Mansurov

Com relação aos softwares de HDR, você poderia usar a funcionalidade acoplada para HDR do Photoshop ou aplicações de terceiros, como o Photomatix Pro. Eu pessoalmente prefiro trabalhar com o Photomatix Pro, porque ele oferece muito mais funcionalidade que o Photoshop para o HDR, visto que é um programa direcionado para isso, e acaba sendo muito fácil de usar depois que você aprende como trabalhar com ele. Há algumas outras ferramentas por aí (incluindo algumas gratuitas e de domínio livre), mas o Photomatix Pro é melhor.

3) Configurações da Câmera

Para melhores resultados, eu recomendo que você faça o seguinte:

  1. Fotografe em RAW.
  2. Sempre mantenha a mesma abertura entre as fotos, então eu recomendo fotografar no modo Prioridade de Abertura. Você não vai querer ter imagens com diferentes profundidades de campo.
  3. Configure a medição de sua câmera para Matricial –  Matrix (Nikon) ou Avaliativa (Canon)  – para deixar a câmera escolher a melhor exposição para a cena. Esta será sua exposição média.
  4. Use a função de Braketing de sua câmera e fotografe em 2 pontos de EV se você estiver usando três braketing ou 1 ponto de EV se você estiver usando cinco braketings. Por exemplo: -2, -1, 0, +1, +2 funcionam bem para a maioria das situações.
  5. Cuidado com o vento – muito vento irá mover arbustos/grama/árvores, o que irá estragar sua imagem final.
  6. Tire as fotos em sessões rápidas, principalmente se houver nuvens no enquadramento.
  7. Cuidado com objetos em movimento. Embora o Photomatix Pro tenha uma função que reduz o movimento de objetos, ainda será melhor se os movimentos forem mínimos – é difícil de consertar o movimento com um software.

4.1) Fotografia HDR Usando Uma Única Imagem

Você pode criar imagens HDR com uma única imagem, desde que as partes mais claras e mais escuras da imagem estejam recuperáveis. O que isto significa é que a parte mais clara da imagem não deve estar completamente apagada, enquanto a parte mais escura da imagem não deve estar completamente escurecida. Portanto, você só pode usar imagens que foram expostas adequadamente, com o máximo possível de detalhes preservados. Lembre-se que imagens RAW (principalmente imagens RAW 14-bit+) contêm muitos dados que você não verá quando a imagem é visualizada no Photoshop ou Lightroom. Para poder ver estes dados, você precisaria aumentar e diminuir a exposição no Photoshop/Lightroom.

Dê uma olhada na imagem seguinte que eu tirei no Parque Nacional Great Sand Dunes:

NIKON D700 @ 24mm, ISO 200, 1/800, f/14.0 – ©Nasim Mansurov

Embora a exposição pareça estar bem errada, a imagem RAW contém muitos dados do céu e das dunas. Eu posso obter mais detalhes do céu diminuindo a exposição para -1 e ao mesmo tempo, eu posso conseguir muitos detalhes da areia aumentando a exposição para +3:

EV -1 – ©Nasim Mansurov

EV + 3 – ©Nasim Mansurov

Ao diminuir e aumentar a exposição, eu posso extrair um total de 5 imagens do arquivo RAW acima: -1, 0, +1, +2 e +3. Eu posso usar todas as cinco imagens para criar uma única imagem HDR no Photoshop ou outras ferramentas para HDR. Aqui está o que eu consegui após colocar as 5 imagens no Photomatix Pro:

©Nasim Mansurov

O processo é simples – diminua e aumente a exposição em um Stop (-1 ou +1) e extraia cada uma como um arquivo TIFF 16-bit separado. A seguir, abra o Photomatix Pro e faça o seguinte:

1. Clique em “Gerar imagem HDR”

2. Clique em “Procurar…” e selecione os arquivos TIFF extraídos. Clique em OK.

3. Como os dados de exposição dentro dos arquivos são idênticos (velocidade do obturador, abertura, ISO), o Photomatix não sabe quais exposições você escolheu em seus arquivos. Portanto, você será apresentado a uma tela separada que perguntará quais passos de exposição há entre os arquivos. Veja os arquivos e deixe as fotos com exposição normal em 0, enquanto os outros arquivos ficam com valores adequadamente definidos, conforme visto abaixo:

Se algum dos números estiver errado, mude-os manualmente para cada arquivo.

4. Clique em OK

5. Agora você será apresentado a uma nova janela. Deixe as configurações conforme mostrado abaixo:

Como nós estamos juntando diferentes exposições da mesma imagem, não há necessidade de checar “Alinhar imagens fontes” e “Tentar reduzir artefatos em movimento”.

6. Clique em OK

7. Assim que todas as imagens forem analisadas, uma imagem HDR será gerada com as configurações padrões. A primeira imagem irá parecer bem ruim, mas está tudo bem, porque você não fez nenhum mapeamento de tons nela ainda. Clique no botão “Mapeamento de Tons” no lado esquerdo da imagem para abrir uma nova janela.

8. A imagem HDR padrão vai parecer bem comum. Isso é porque você precisa modificar algumas configurações para cada imagem HDR individual. Aqui está como ficou minha foto das Dunas de Areia com as configurações padrões:

Parece boa, mas não é o resultado que eu quero ainda. Vamos modificar um pouco as configurações.

9. Aqui está o que eu usei para a versão HDR das Dunas de Areia:

Aha! Parece muito melhor. Obviamente, cada imagem é diferente e você pode precisar mudar as configurações de acordo com suas preferências.

10. Clique no botão “Processar” para o Photomatix gerar a imagem HDR.

11. Agora, vamos salvar o arquivo HDR. Vá para “Arquivo -> Salvar Como” ou pressione CTRL+S para salvar o arquivo.

12. Abra a imagem no Photoshop, remova o ruído extra através do software de redução de ruído, ajuste um pouco a nitidez e está pronto! Você também pode brincar com as cores e curvas, se precisar.

Pronto!

Algumas pessoas podem dizer que fazer isto é bobagem, porque nós podemos recuperar uma quantidade similar de dados de uma única RAW no Lightroom. Embora eu certamente prefira fazer isso, o HDR fornece uma visão e sensação completamente diferentes na imagem. Dê uma olhada nas duas imagens abaixo e compare:

©Nasim Mansurov

©Nasim Mansurov

A primeira imagem é uma imagem HDR, enquanto a segunda imagem foi corrigida no Lightroom com um Filtro Graduado (-1 no céu e +2 na areia, +10 de luz de preenchimento). Como você pode ver, a versão HDR possui uma sensação diferente, comparada com uma imagem comum. Agora vamos ao outro método, passar para a HDR com várias imagens – a forma como as imagens HDR devem ser criadas.

4.2) Fotografia HDR Usando Várias Imagens

Eu pessoalmente crio uma HDR com uma única imagem apenas por diversão – eu quase nunca uso a técnica acima para o trabalho que eu publico no meu site.

Agora, vamos falar sobre usar várias imagens para gerar uma HDR – a forma correta de fazer HDR. Se nós fomos capazes de conseguir tantos detalhes de uma única imagem, pense em quantos detalhes nós podemos recuperar de várias imagens! Apenas três imagens fotografadas com 2 EV (-2, 0 e +2) funcionarão muito bem para a maioria dos casos, então se sua câmera só suportar três braketings, defina a diferença de exposição para dois stops completos. Se sua câmera suporta 5 braketings, defina o EV para um único stop, o que permitirá que você fotografe a -2, -1, 0, +1 e +2.

Agora, vamos gerar uma imagem HDR com esses arquivos.

  1. Assim que você tiver preparado suas imagens, carregue-as no Photomatix Pro clicando em “Gerar Imagem HDR”. É melhor usar os arquivos RAW originais, então use eles (CR2 para Canon e NEF para Nikon) ou extraia os arquivos DNG/TIFF no Lightroom no modo 16-bit. O Photomatix pode trabalhar com praticamente qualquer formato de imagem, então você pode enviar essas imagens diretamente para o aplicativo sem precisar convertê-las.
  2. Carregar os arquivos RAW traz algumas outras opções – balanço do branco e perfis de cores:

Escolha o balanço de branco correto e use o Prophoto RGB para preservar a maior quantidade de cores. Eu recomendo clicar em “Alinhar imagens fontes” desta vez, porque você estará usando várias imagens e algumas das imagens podem não estar perfeitamente alinhadas. Se você tiver algo que está se movendo entre suas fotos, também clique em “Tentar reduzir artefatos em movimento”.

3. Clique OK quando estiver pronto para começar o processo. Com relação ao desempenho, usar várias imagens RAW irá exigir mais recursos, e o processo será significativamente mais longo, então tenha paciência.

4. Quando a primeira imagem aparecer, clique no botão “Mapeamento de Tons” para começar a trabalhar na imagem HDR.

5. Brinque com as configurações para ver o que ficar melhor de acordo com suas preferências. Aqui estão minhas configurações para a foto das Dunas de Areia:

Embora as configurações acima sirvam bem para estar foto em particular, elas podem não funcionar para sua imagem, então experimente um pouco.

6. Assim que tiver terminado, clique no botão “Processar” para deixar a Photomatix Pro gerar a imagem HDR.

7. Agora vamos salvar o arquivo HDR. Vá para “Arquivo -> Salvar Como” ou aperte CTRL+S para salvar o arquivo.

8. Embora a quantidade de ruído na imagem HDR deva ser bem menor do que você teria em uma única imagem, ainda pode haver algum ruído na imagem. Abra a imagem no Photoshop, remova o ruído extra através do software de redução de ruído, melhore um pouco a nitidez e está pronto! Você também pode brincar com as cores e curvas, se precisar.

9. Aqui está a imagem final:

©Nasim Mansurov

Note que as sombras parecem muito mais naturais agora, e que não há um ruído visível na imagem. Isso é devido ao fato de que nós conseguimos muitos detalhes de todas as imagens, e que não precisamos aumentar ou diminuir a exposição, que é basicamente o que causa o ruído.

Pronto! Agora você tem uma imagem HDR completa com muitos detalhes ao longo do enquadramento.

5) HDR Use e Abuse

Graças a fotógrafos como Trey Ratcliff e vários grupos de HDR no Flickr, a Fotografia HDR tem ganhado mais e mais popularidade na internet. Embora a maioria das pessoas que usa HDR sejam iniciantes e amadores, há um número impressionante de fotos de profissionais por aí que agora estão usando HDR para seus trabalhos comercias de fotografias de paisagens e arquitetônicas. Usar uma DSLR é mais barato e mais conveniente do que usar uma câmera de grande/médio formato, e quando usado corretamente a HDR pode fornecer resultados impressionantes, que rivalizam a qualidade do range dinâmico de sistemas de câmera mais caros.

Ao mesmo tempo, o HDR abriu novos caminhos para o “Surrealismo HDR”, onde muitas fotos são convertidas para imagens cartunescas e não muito bonitas. Às vezes, é quase como se a internet estivesse sido tomada por fotografias HDR meio estranhas. Então, o HDR é maligno? Onde está o limite?

Eu pessoalmente fico dividido – eu acho que o HDR é uma boa tecnologia, desde que seja usado moderadamente e adequadamente. O HDR abre novas oportunidades para fotógrafos e nos permite capturar e ver as coisas de forma diferente. Eu realmente gosto de fotografias HDR que são tão bem feitas, que você não conseguiria distinguir se é uma imagem HDR ou não. Eu chamo isso de “HDR realista”  e eu acredito que todos os fotógrafos deveriam aprender como criar imagens HDR realistas!

Nikon D700 @ 16mm, ISO 200, 1/13, f/10.0 – ©Nasim Mansurov

Quanto a mim, eu só costumo usar o HDR quando é impossível capturar uma cena de outra maneira – para fotografias de pôr e nascer do sol e outras condições de difícil iluminação.

 

Conclusão

 

Deep in the Guangxi Province of China – ©Trey Ratcliff

Como qualquer técnica fotográfica, a prática leva a perfeição, quanto mais você treinar, mais vai entender o funcionamento da sua câmera e pré-visualizar o resultado da foto pós-processada, por isso pode parecer meio desafiador no início, mas vale a pena tentar.

Se você já pratica essa técnica, compartilha comigo nos comentários, vou adorar saber o que achou.

Boas fotos e vamos juntos!

 

Artigo original: PotographyLife.com

Imagem em destaque – Praia via Shutterstock
Como Fotografar Pássaros Voando

Como Fotografar Pássaros Voando

A fotografia de pássaros nos proporciona imagens incríveis, independente do tipo, geralmente são belos e possuem uma característica que fascina a todos nós: eles voam! E não conheço ninguém que tenha tentado, pelo menos uma vez, capturar pássaros voando e não tenha se frustrado com o resultado, e justamente para minimizar isso, o artigo de hoje traz dicas de alguém que entende do assunto, o fotógrafo americano de natureza profissional Roman Kurywczak, membro da Sigma Pro Team,  dá dicas de como conseguir resultados extraordinários. Eu linkei o artigo para vários outros aqui no site, pra que você não tenha dúvidas em aprender toda parte técnica, mesmo esse estilo fotográfico sendo um pouco mais avançado, o entendimento das técnicas utilizadas por Roman, são universais, eu mesma tenho vários alunos em meus Cursos de fotografia que passaram a praticar esse estilo, de forma incrível!

Bom, em plena era da fotografia digital, a maioria dos fotógrafos iniciantes de pássaros já fica feliz por capturar um pássaro com sua câmera. Após um tempo, a progressão natural é tentar capturar algumas fotos de pássaros voando, mas é aí que a maioria dos fotógrafos começa a ter dificuldades. Por quê? A resposta é bem simples; eles não costumam usar velocidades suficientes do obturador!

 

Canon EOS-1D Mark III + 150-600mm @ 531mm, ISO 800, 1/3200, f/8.0 ©Roman Kurywczak

 

A maioria dos pássaros voa com velocidades de 30-50 km por hora, mas durante perseguições ou disputas, eles podem chegar a 100 km por hora, sendo que o falcão peregrino alcança 320 km por hora durante um mergulho. Para congelar essa ação, você precisa de uma técnica de rastreamento muito boa e uma velocidade do obturador muito alta – quanto mais rápido melhor! Quão rápido? Eu recomendo uma velocidade do obturador de pelo menos 1/1600 segundos, com 1/4000 segundo, sendo o máximo que você precisaria para congelar qualquer ação.

 

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 388mm, ISO 800, 1/3200, f/7.1 ©Roman Kurywczak

 

Como um fotógrafo consegue essas velocidades do obturador? A resposta também é bem simples; aumente o ISO. De manhã bem cedo, ou no fim da tarde, quando o sol está começando a se pôr, eu recomendo um ISO mínimo de 1600. Quando as luzes começam a ficar mais fortes, eu geralmente diminuo para ISO 800. Eu raramente baixo mais do que isso, para que eu possa manter confortavelmente uma velocidade do obturador alta. Com uma velocidade do obturador entre 1/1600 – 1/4000 de segundo, eu posso prevenir o desfoque de movimento, consertando um dos erros mais comuns que os fotógrafos iniciantes cometem para esse tipo de fotografia.

Canon EOS 7D Mark II + 150-600mm F5-6.3 DG OS HSM | Contemporary 015 @ 324mm, ISO 640, 1/2500, f/11.0 ©Roman Kurywczak

 

Outro erro muito comum é fotografar na hora errada do dia e na direção errada. Saia bem cedo e fique até tarde! Meia hora antes do sol nascer e após o sol se pôr, até cerca de uma hora após o sol nascer e antes do sol se pôr é simplesmente mágico. Esta é conhecida como a hora dourada, porque a luz é suave e dourada. A plumagem dos pássaros irá brilhar durante esse tempo e você pode fotografar com segurança até cerca de duas horas e meia após o nascer do sol e duas horas e meia antes do sol se pôr na maioria das latitudes. Tão importante quanto sair na hora certa do dia é manter o sol nas suas costas. Por quê? Para minimizar as sombras que você pode obter quando fotografar com objetos com luz cruzada ou luz de fundo. Com o sol nas suas costas, afaste os dois braços de seu corpo cerca de 20 graus para descobrir o melhor ângulo para captar os pássaros, como mostrado na ilustração abaixo.

 

 

Qualquer motivo nessa zona deve ficar muito bom, com uma luz suave e uniforme. Quando o sol estiver baixo, ele também causa um ótimo reflexo no olho. Se seu motivo não estiver na zona, então você precisa se mover ou se concentrar em um motivo que esteja nesta zona. Lembre-se de tentar rastrear pássaros bem cedo e só apertar o botão do obturador quando eles estiverem dentro desta zona. Pássaros são parecidos com aviões; eles gostam de pousar e alçar voo com o vento. Ter o sol e o vento nas suas costas são condições ideais para a fotografia de voo.
Mesmo quando o vento estiver batendo de lado, você ainda deve conseguir excelentes resultados, mas se o sol estiver nas suas costas e o vento estiver vindo direto na sua frente, então os pássaros quase sempre irão voar para longe de você. Então, cheque a direção do vento antes de sair. Na maioria das condições ensolaradas, a luz é muito forte nos pássaros, então, assim que minhas configurações chegam a abertura f/8 com uma velocidade do obturador até 1/4000 segundos, e o meu ISO está em 800, é hora de abaixar a câmera e patrulhar. Também é bom lembrar que condições nubladas e claras podem aumentar suas oportunidades fotográficas.

 

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 600mm, ISO 1250, 1/2500, f/6.3 ©Roman Kurywczak

 

Vamos nos certificar também que o nosso foco automático (FA) está configurado corretamente. Sua câmera deve estar configurada para AI Servo (Canon) ou modo Contínuo/AF-C (Nikon). Se você tiver outro tipo de câmera, ela terá um termo diferente associado a isso, então procure no manual qual é o mais rápido. Use seleção de ponto central de AF (modo de área AF, aqueles pontinhos vermelhos que piscam quando você aperta até a metade o botão do obturador da sua câmera) quando começar, para conseguir a aquisição mais rápida e precisa do motivo. Você também pode escolher “expansão do ponto focal” se sua câmera tiver esse tipo de opção como a 7D, 5D MarkIII ou 1DC. Isso torna seu ponto central um pouco maior, aumentando sua chance de cravar o foco em seu motivo. Mas como muitas câmeras não possuem essa capacidade, então atenha-se ao ponto central. Não se esqueça de configurar o modo “Burst” ou disparo contínuo  – esse modo é aquele em que sua câmera dispara várias fotos uma atrás da outra enquanto você mantém o botão do obturador pressionado até o fim – isto é o suficiente para ajustar algumas configurações básicas, agora, vamos para o modo de cena da câmera.

 

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 374mm, ISO 800, 1/2000, f/7.1 ©Roman Kurywczak

 

Então, qual modo um fotógrafo aspirante por pássaros em voo deveria usar? Modo manual, é claro! Como as condições do plano de fundo podem mudar quando um pássaro está voando, o modo manual é a única opção que não será enganada por eles. Uma forma simples que eu gosto de configurar a minha câmera é quando eu estou no estacionamento, pegando meu equipamento. Eu saio mais cedo e deixo o sol diretamente nas minhas costas. Eu coloco o ISO em 800 e escolho uma abertura de f/5.6 ou f/8. Eu fotografo um carro branco ou prateado no estacionamento, ou até um sinal branco que esteja na zona para checar minha exposição. Eu vejo meu histograma e ajusto a velocidade do obturador até eu mover o histograma o máximo que eu puder para a direita sem qualquer parte dele tocando na borda. Seu alerta de destaque deve estar ligado, pois isto o ajudará a ver que você não tem destaques estourados quando você analisar sua imagem. Se a minha velocidade do obturador estiver abaixo de 1/1600 segundos, eu ajusto meu ISO para cima até eu atingir a velocidade dos pássaros voando. Como a maioria dos pássaros no campo possui tons de branco, agora você pode ir para o campo e, desde que você os mantenha em sua zona, com o sol nas suas costas, você terá a exposição correta mesmo se eles voarem contra um plano de fundo totalmente diferente. Com pássaros mais escuros, você terá que sacrificar um pouco a velocidade do obturador – mas lembre-se de não estourar os destaques! Você não vai querer uma imagem de uma águia careca com a cara toda apagada. Conforme o sol sobe, você ganhará mais velocidade do obturador, e conforme ele começar a se pôr, você começará a perdê-la.

 

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 600mm, ISO 1600, 1/2000, f/7.1 ©Roman Kurywczak

 

A profundidade de campo raramente é um problema na fotografia de pássaros, a menos que você se aproxime demais! Se aproximar demais pode incomodar os pássaros, mas geralmente só os assusta e eles voam para longe. É aqui que suas lentes zoom com seus comprimentos focais de 400mm ou mais, se tornam bem úteis. Abaixo está um exemplo de como diferentes comprimentos focais aparecem em uma câmera full frame e em uma cropada.

 

 

Todas as imagens foram tiradas a aproximadamente 30 metros de distância, sendo que o pássaro fotografado tinha cerca de 30 centímetros de comprimento. Você pode ver que nessa distância, eu tive bastante profundidade de campo com f/8 e com a Canon 7D Mark II e a lente Sigma 150-600mm, combinadas com o teleconversor Sigma TC1401, eu estava focando automaticamente em f/9 e quase preenchendo o enquadramento com o pequeno pássaro a 30 metros de distância! Muitos pássaros permitirão que você se aproxime mais, mas não há substituição para o comprimento focal. Esse alcance adicional agora permite que você fotografe pássaros ainda menores.

 

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 600mm, ISO 800, 1/4000, f/8.0 ©Roman Kurywczak

 

A maior mudança que aconteceu no mundo da fotografia de pássaros foi nos equipamentos. As novas câmeras digitais de todos os fabricantes nos permitem ajustar nosso ISO facilmente e com pouco ruído para conseguir manter velocidades do obturador maiores, necessárias para capturar pássaros voando. A maior revolução aconteceu na qualidade e preço das lentes de zoom telefotos. Os dias em que você precisava apenas de primes longas e caras acabaram. Estas não são as lentes de zoom do seu pai! A Sigma introduziu duas lentes de zoom baratas e que podem ser seguradas manualmente (para mim) de 150-600mm  (Sport e Contemporary) cerca de um ano e meio atrás, e eu acredito que essas duas lentes irão revolucionar o mundo da fotografia de pássaros. A Sport é totalmente resistente ao clima e pesa apenas 3 kg, o que significa que poderá ser segurada manualmente pela maioria dos fotógrafos. Ela foi realmente desenvolvida para pessoas que se encontram em climas extremos com frequência. Seu desempenho geral está levemente abaixo das outras e custa atualmente cerca de U$2000. Para aqueles incapazes de segurar manualmente, colocar a lente em um tripé estilo gimbal deixará a combinação quase sem peso, assim que for ajustada adequadamente.

 

Canon EOS-1D X + 150-600mm F5-6.3 DG OS HSM | Contemporary 015 @ 600mm, ISO 800, 1/2500, f/8.0 ©Roman Kurywczak

 

Para mim, o maior destaque foi a qualidade ao adquirir, testar e focar na Sigma 150-600mm Contemporary, que é mais leve e barata! Ela pesa 2 kg e eu removo a alça quando estou segurando manualmente para diminuir ainda mais o peso. Ela está sendo anunciada atualmente por U$1000. Combinada com a Canon 7D Mark II, isto se torna uma combinação muito potente, leve e relativamente barata, com um alcance efetivo de 960mm. Na verdade, todas as imagens deste artigo foram tiradas com a lente Contemporary! Até mesmo os menores pássaros agora estão ao alcance dos fotógrafos que querem entrar neste campo empolgante, e tudo isso em um pacote de viagens compacto.

 

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 313mm, ISO 800, 1/4000, f/7.1 ©Roman Kurywczak

 

Lembre-se, estas são apenas diretrizes, e com a prática, você poderá usar uma menor velocidade do obturador e ainda assim congelar a ação. Eu espero ter providenciado informações o suficiente para que você saia e capture algumas imagens incríveis de pássaros voando.

Aqui estão amostras de imagens adicionais de pássaros voando:

 

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 451mm, ISO 800, 1/4000, f/8.0

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 361mm, ISO 800, 1/3200, f/8.0

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 232mm, ISO 1250, 1/2000, f/7.1

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 421mm, ISO 800, 1/2500, f/7.1

Canon EOS 7D Mark II + 150-600mm F5-6.3 DG OS HSM | Contemporary 015 @ 260mm, ISO 640, 1/2500, f/11.0

Canon EOS 7D Mark II + 150-600mm F5-6.3 DG OS HSM | Contemporary 015 @ 374mm, ISO 640, 1/2500, f/10.0

Canon EOS-1D X + 150-600mm @ 267mm, ISO 1000, 1/2000, f/7.1

Conclusão

 

Em 2015 o fotógrafo Alan McFayden ficou famoso por ter conseguido a Foto Perfeita de um pássaro voando, ele estimou ter passado mais de 4.000 horas e 720 mil cliques na tentativa de conseguir fazer essa foto:

©Alan McFayden

Na imagem, o pássaro faz um mergulho perfeito: o bico toca a superfície da água sem deixar respingos e é possível ver o reflexo do animal. McFayden voltava ao local algumas vezes por semana – cerca de 100 vezes ao ano – para fotografar os animais. Como a água inundou os ninhos das aves, o fotógrafo teve que cavar buracos às margens do lago e enchê-los de argila para dar suporte aos pássaros. No fim, ele declarou  “Eu nunca realmente parei pra pensar em quanto tempo demorava porque eu gostava de fazer isso, mas agora, olhando pra trás, tenho muito orgulho da foto e do trabalho que eu fiz”.

Trouxe a história do Alan, porque nem tudo que olhamos por aí, foi simples de fazer, e como tantas outras coisas, a fotografia de pássaros exige treino, determinação e – como diz o filósofo Cortela – capricho – que é “fazer o teu melhor na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor ainda”.

Por isso não importa o nível fotográfico que você se encontra, ou qual equipamento você dispõe para treinar esse e outros estilos de fotografia: fotografe, estude e treine, isso te fará um fotógrafo cada vez melhor.

Espero que tenha gostado do artigo, se sim, compartilhe com seus amigos e não deixe suas dúvidas ou dicas aqui nos comentários, vou adorar saber o que achou.

Grande abraço e vamos juntos!

Artigo original: PotographyLife.com

Imagem em destaque – Beija-flor via shutterstock

Guia Completo de Distância Hiperfocal

Guia Completo de Distância Hiperfocal

Na fotografia existem muitas regras que nos ajudam a conseguir o tão sonhado resultado pretendido pra aquela foto específica, e a Distância Focal é uma delas. Talvez as duas técnicas mais populares nas fotos mais admiradas, estão relacionadas diretamente à distância focal: As fotos com fundo desfocado, e as fotos de paisagem com tudo em foco. A primeira você encontra aqui no site em um artigo diretamente dedicado à ela e a segunda, eu traduzi um artigo do fotógrafo americano Spencer Cox que acredito ser o mais completo pra você aprender a utilizar a Distância Focal na fotografia, e como você já sabe, fiz os ajustes que julguei necessário para facilitar o seu entendimento. Vamos lá?

Lembrando que Distância hiperfocal pode ser um tópico confuso, tanto para fotógrafos iniciantes como para profissionais. Porém, se você quiser tirar as fotos mais precisas possíveis, principalmente fotografias de paisagens, ela é simplesmente imprescindível. Neste artigo, eu explicarei a fotografia hiperfocal e mostrarei vários métodos para conseguir as fotografias mais precisas possíveis com o máximo de profundidade de campo. Este artigo cobre as tabelas de distância hiperfocal, além de outros métodos mais simples para encontrar sua distância hiperfocal.

Entender a Distância Hiperfocal é extremamente importante quando você estiver incorporando objetos próximos na cena, principalmente na fotografia de paisagem. Na foto acima, as rochas no primeiro plano, assim como as Cactos e as montanhas no plano de fundo aparecem aceitavelmente precisas. – ©Spencer Cox

(Note: Embora os métodos apresentados neste artigo sejam bem fáceis de entender, a distância hiperfocal em si pode ser um tópico complexo. Se você for muito iniciante, eu recomendo ler sobre profundidade de campo antes de ler este artigo).

1) O Que é Distância Hiperfocal?

Distância hiperfocal, simplificando, é a distância de foco que fornece às suas fotos a melhor profundidade de campo. Por exemplo, considere uma paisagem onde você quer que tudo – primeiro plano e plano de fundo – apareçam precisamente. Se você focar no primeiro plano, o plano de fundo aparecerá borrado na imagem. E se você focar no plano de fundo, o primeiro plano ficará fora de foco! Como você conserta isso? Simples: você foca em um ponto particular entre o primeiro plano e o plano de fundo, o que faz com que os elementos do primeiro plano e do plano de fundo da cena pareçam consideravelmente nítidos. Este ponto de foco é chamado de distância hiperfocal.

No mundo real, a distância hiperfocal tem um pouco mais de nuances. A definição técnica é a distância de foco mais próxima que permite que objetos no infinito fiquem nítidos e em foco. Com “infinito”, eu estou me referindo a qualquer objeto distante – o horizonte, por exemplo, ou as estrelas à noite. Com esta definição, a distância hiperfocal da sua lente irá variar com a abertura. Por quê? Pense desta forma – se a sua abertura for grande, como a f/2, você precisará focar bem longe para os objetos no infinito aparecerem no foco. Porém, com uma abertura pequena de f/11 ou f/16, objetos distantes continuarão nítidos mesmo se a sua lente estiver focando em lugares mais próximos. Então, com aberturas menores, a distância hiperfocal estará mais próxima da sua lente.

Sua distância focal também causa um grande impacto na distância hiperfocal. Conforme você dá o zoom, sua distância hiperfocal se afasta cada vez mais. Para uma lente de 20mm, você pode precisar focar apenas alguns centímetros longe de sua lente para deixar o horizonte (plano de fundo distante no infinito) aceitavelmente nítido. Por outro lado, para uma lente de 200mm, sua distância hiperfocal pode estar centenas de metros distante.

É importante notar que, se você focar na distância hiperfocal, sua foto ficará nítida a partir da metade desse ponto até o infinito. Então, se sua distância hiperfocal para uma certa abertura e comprimento focal for 3 metros, tudo a partir de 1,5 m até o horizonte aparecerá nítido.

Sony RX100 IV + 24-70mm F1.8-2.8 @ 10.15mm, ISO 200, 1/13, f/11 – ©Spencer Cox

2) Quando Usar a Distância Hiperfocal

Nem todas as fotografias requerem que você foque sua lente em sua distância hiperfocal. Considere, por exemplo, uma visão de uma montanha distante. Se você estiver em um lugar alto e não tiver objetos em seu primeiro plano, seria tolice focar na distância hiperfocal, já que seu objeto mais próximo está no infinito. Ao invés disso, você deve focar nas montanhas distantes! E a sua abertura não importa também – já que o objeto mais próximo está tão distante, você poderia fotografar de modo amplo, se você quiser (provavelmente não é uma boa ideia, já que a maioria das lentes não mostra muito bem os detalhes em aberturas maiores, principalmente perto das bordas do enquadramento. O ideal seria parar a abertura da lente na abertura mais nítida ou sweet “spot”, onde ela tem o melhor desempenho). A distância hiperfocal só é útil quando objetos que estão próximos e distantes de sua lente precisam ficar nítidos. Como você está focando entre esses objetos, nenhum deles fica perfeitamente nítido; ambos ficam simplesmente próximos o suficiente, ou como nós fotógrafos costumamos dizer, “aceitavelmente nítido”. Então, lembre-se disso – quando você não tiver um objeto próximo na cena, você pode ignorar completamente a distância hiperfocal.

Da mesma forma, até mesmo a distância hiperfocal não irá ajudar se você tiver objetos que estão próximos demais de sua lente. Por exemplo, é impossível um objeto distante ficar nítido ao mesmo tempo que um objeto que está a poucos centímetros de sua lente (a menos que você fotografe com um equipamento especializado, como lentes de controle de perspectiva/tilt-shift, por exemplo, entre outros). Ao invés disso, você tem duas opções: você pode usar o empilhamento de foco (tirar várias fotos com diferentes distâncias de foco, depois misturá-las no pós-processamento), ou você pode mover a sua câmera para mais longe do objeto mais próximo. A segunda opção é geralmente a mais utilizada, porque o empilhamento de foco não é uma técnica simples e possui seus próprios revezes e limitações. Quando um elemento do primeiro plano está muito próximo, mudar o foco de próximo para o infinito pode alterar drasticamente o enquadramento (já que muitas lentes mudam o campo de visão quando sua distância de foco é alterada significativamente), o que pode ser problemático de lidar no pós-processamento. Portanto, se isso não prejudicar sua composição, o melhor método é simplesmente mover sua câmera para mais longe do elemento mais próximo do primeiro plano. Dessa forma, você ainda pode capturar toda a cena em uma única foto, sem ter que lidar com outros problemas. Mas, em outros casos, quando você precisa que objetos do primeiro plano e do plano de fundo fiquem simultaneamente nítidos, a distância hiperfocal é o melhor método para conseguir nitidez ao longo do enquadramento – isso garante que você adquira o máximo possível de profundidade de campo de uma cena, o que se traduz em uma fotografia uniformemente nítida.

Quando você estiver fotografando paisagens distantes, você não precisa se preocupar com a distância hiperfocal, já que o foco está configurado para o infinito. – ©Spencer Cox

3) Informações Avançadas Sobre o Plano de Fundo

As seções acima possuem algumas leves simplificações, para facilitar o entendimento dos iniciantes ao tópico. Nesta seção, nós iremos explorar informações mais avançadas sobre o plano de fundo. Eu quero deixar as coisas bem claras caso você esteja procurando por um melhor entendimento da distância hiperfocal.

Na verdade, a fórmula que providencia a distância hiperfocal de uma lente é a seguinte:

Geralmente, você não precisar usar tais fórmulas para tirar fotografias; se você estiver procurando por números específicos, você pode usar um aplicativo ou tabela que já tenha sido criada. Porém, se você estiver interessado na ciência ótica por trás da distância hiperfocal, elas podem ser uma forma valiosa de visualizar suas configurações.

A fórmula acima é por que uma distância focal longa (digamos, 200mm) ou uma abertura grande (digamos, f/2) fazem a sua distância hiperfocal se afastar da câmera. A terceira variável nesta fórmula, o círculo de confusão, é complexo o suficiente para merecer o seu próprio artigo; eu farei apenas um breve resumo aqui. Basicamente, o círculo de confusão – medido em milímetros – representa o tamanho que um ponto de luz pode espalhar no sensor da sua câmera antes que seu borrão seja notado. Tradicionalmente, com a fotografia de filme, o círculo de confusão era considerado 0.03mm para uma imagem de filme 35mm. Este número é baseado na suposição de que uma fotografia seria vista em um tamanho de impressão 20×25 em uma distância de cerca 25 cm por uma pessoa com visão 20/20.

Na prática, principalmente considerando as câmeras de alta resolução de hoje, o círculo de confusão deveria ser muito menor. Geralmente, o círculo de confusão não é algo que você calcula; ele é baseado em testes subjetivos, “nítidos o suficiente” que dependem do tamanho da impressão. Porém, como as câmeras de alta resolução podem imprimir fotos maiores, o valor de 0,03mm não é particularmente preciso hoje, novamente, porque é suposto que uma pessoa estaria olhando para a mesma impressão 20×25! Isto é alvo de debates, mas em nossa opinião, você não deve assumir que o círculo de confusão aceitável deve ser baseado no tamanho do sensor, e sim na resolução do sensor. Por que nós assumiríamos que a pessoa que está fotografando com um sensor de alta resolução irá imprimir algo pequeno? A vantagem de comprar uma câmera de alta resolução não é poder imprimir fotos maiores? Poderia-se argumentar que imprimir fotos maiores não faria diferença, porque a distância de visualização teria que aumentar. Porém, e se alguém quiser olhar todos os pequenos detalhes de uma foto em uma distância muito mais próxima? Muitos de nós fotógrafos de paisagem usam técnicas de fotografia panorâmicas especificamente por este motivo – para sermos capazes de imprimir fotos maiores e com detalhes incríveis! Não é um pouco bobo supor que o círculo de confusão deve ser o mesmo para uma câmera de baixa resolução, como a Nikon D700 (12 MP) e uma câmera de alta resolução, como a Canon 5DS R (50 MP)? Nós sabemos muito bem que até mesmo leves erros no foco e erros de cálculos possuem um papel maior em sensores de alta resolução, porque eles parecem muito mais notáveis quando visualizados em 100% e com impressões grandes! Supondo que tanto a câmera de alta resolução quanto a lente podem criar mais detalhes que uma câmera de resolução menor, e que uma pessoa potencialmente desejaria que seu trabalho fosse visualizado de perto, o círculo de confusão deve variar dependendo da resolução do sensor.

Note diferenças drásticas na resolução e no tamanho de impressão potencial entre um sensor de 12 MP e um sensor de 50 MP.

E o mais interessante é que quase todos os cálculos e tabelas de distância hiperfocal usam o valor padrão de 0.03mm mostrado acima, apesar de diferenças potencialmente enormes na resolução!

Resumindo, quanto maior a resolução, maior o tamanho de impressão e quanto mais próxima a distância de visualização, menor deve ser definido o círculo de confusão aceitável. Por favor, note que outras considerações, como demonstração RGB do sensor, não foram adicionadas à discussão para evitar mais complicação. Poderia-se argumentar que tecnologias de mudança de pixels vistas em algumas das câmeras mais recentes poderiam potencialmente negar os problemas de demonstração.

4) Como Usar Uma Tabela de Distância Hiperfocal

O método mais comum para encontrar a distância hiperfocal de uma foto é usar uma tabela como a abaixo:

Com uma tabela como essa, você controla duas variáveis: sua distância focal e seu valor de abertura. A tabela, em resposta, mostra a você a distância hiperfocal. Ao dividir essa distância em dois, você descobre o objeto mais próximo que ficará em foco. Se você estiver interessado em criar uma tabela de distância hiperfocal mais precisa, você deve calcular seus próprios valores usando a fórmula fornecida na seção anterior; os números acima foram calculados com um círculo de confusão de 0.03mm, que, como notado, nem sempre é o melhor para câmera modernas, impressões maiores e distâncias de visualização mais próximas.

Para usar uma tabela de distância hiperfocal, siga os passos abaixo:

  1. Escolha uma lente, e certifique-se de notar a distância focal que você está usando.
  2. Escolha um valor de abertura.
  3. Encontre a distância hiperfocal que corresponde à sua distância focal e abertura escolhida.
  4. Foque sua lente na distância hiperfocal. Isto pode ser feito por estimativa, ou através da escala de foco em sua lente (se você tiver uma).
  5. Agora, tudo da metade dessa distância até o infinito ficará nítido.

Como você pode adivinhar, há vários aplicativos de smartphones que fazem a mesma coisa – e esses são muito melhores que uma tabela, que leva mais tempo e possui menos valores exatos. Porém, uma tabela ou um aplicativo fazem o mesmo papel; eles providenciam a distância hiperfocal para as configurações de sua câmera.

Infelizmente, há alguns problemas com as tabelas de distância hiperfocal. Para começar, nem todas elas são completamente precisas. Muitas dessas tabelas foram criadas décadas atrás, o que significa que elas foram feitas com fotografia de filme em mente (conforme discutido na seção “Informações Avançadas Sobre o Plano de Fundo” acima). Claramente, tais cálculos estão ultrapassados para os sensores ricos em pixels de hoje. Em particular, essas tabelas provavelmente irão sugerir uma distância hiperfocal que é um pouco próxima demais de sua câmera, resultando em planos de fundo borrados em impressões grandes. O mesmo ocorre com aplicativos de distância hiperfocal.

Honestamente, o principal revés nas tabelas de distância hiperfocal é sua impraticabilidade. Você realmente quer levar uma tabela para o campo quando estiver tirando fotos? Pode levar um tempo para encontrar os valores e focar no lugar certo, principalmente considerando que ela não é tão precisa. Essas tabelas podem ser valiosas se você fotografar com filme, mas a habilidade de analisar suas imagens digitais as tornam geralmente desnecessárias. Não é de se espantar que tantos fotógrafos simplesmente usam tentativa e erro, analisando suas fotos após cada disparo. Porém, há métodos melhores do que esse, que eu mostrarei abaixo.

Note que a nitidez estende desde a rocha mais próxima até as montanhas distantes no plano de fundo
Sony A7R + FE 16-35mm F4 ZA OSS @ 21mm, ISO 100, 1.6 sec, f/16 – ©Spencer Cox

5) Como Usar Uma Escala de Foco

Certas lentes, principalmente as antigas e as de foco manual, possuem escalas de foco no canhão da lente. Dê uma olhada no exemplo abaixo, onde a escala de foco está destacada em vermelho:

(Imagem cortesia de Wikimedia Commons)

 

Essas escalas mostram exatamente quanta profundidade de campo você terá com qualquer abertura, incluindo as distâncias próximas e distantes que aparecerão nítidas. No caso acima, a f/11, a cena possui uma profundidade de campo de um a dois metros de distância.

Infelizmente, nem todas as lentes possuem escalas de foco, e muitos fabricantes estão se afastando desse recurso em lentes mais baratas. Algumas lentes que possuem escalas de foco, incluindo muitas lentes modernas de foco automático, apenas mostram um ou dois valores de abertura. Lentes de zoom são ainda mais problemáticas. Embora alguns zooms modernos tenham escalas de foco, muitos não incluem valores de abertura, já que esses números não poderiam ser precisos simultaneamente nos dois extremos da faixa de zoom. (Algumas lentes antigas de zoom push-pull na verdade possuem escalas de foco pintadas no canhão, que continuam precisas conforme a lente dá o zoom.) Porém, se você tiver sorte o suficiente para ter uma lente com escala de foco, siga os passos abaixo para encontrar sua distância hiperfocal:

  1. Escolha um valor de abertura para a fotografia, levando em consideração a profundidade de campo que você precisa.
  2. Haverá duas marcas em sua lente que correspondem à distância da profundidade de campo, como mostrado acima. Alinhe uma dessas marcas no ponto no centro do sinal ∞. (Embora isso não seja óbvio na fotografia, a escala de foco irá girar de lado a lado conforme a lente é focada.)
  3. A outra marca irá especificar onde sua profundidade de campo pára. Agora, você estará focado no ponto de distância hiperfocal.

Infelizmente, assim como nas tabelas de distância hiperfocal, essas escalas possuem alguns problemas. O mais significativo é que elas, também, são baseadas em um círculo de confusão de 0.03mm, o que significa que suas fotos podem ter planos de fundo levemente borrados em impressões maiores. Nem todas as escalas de foco são completamente precisas também, e algumas lentes trocam suas distâncias de foco em temperaturas extremas. Para ver se sua lente possui uma escala de foco precisa, você precisa simplesmente testá-la.

Porém, se você fotografar com uma lente que possui uma escala de foco, ela com certeza pode ser uma técnica valiosa para ter à sua disposição. Esta pode ser a forma mais rápida de encontrar sua distância hiperfocal, e ela não requer uma tabela externa ou aplicativo. Apenas certifique-se de testar suas lentes com antecedência; este método pode não ser preciso o suficiente para seus propósitos.

NIKON D800E + 20mm f/1.8 @ 20mm, ISO 100, 1/1, f/11.0 – ©Spencer Cox

6) O Método do Dobro da Distância

O método mais simples para encontrar sua distância hiperfocal, é baseado nas propriedades que eu já discuti. Lembre-se que tudo a partir da metade de sua distância hiperfocal até o infinito está em foco; então, para encontrar a distância hiperfocal para uma cena específica, você pode simplesmente dobrar a distância entre sua lente e o objeto mais próximo em sua fotografia. Por exemplo, se eu quiser uma flor que está 1,5 m de distância fique nítida (junto com o plano de fundo), minha distância hiperfocal é 3 metros

Então, para usar este método, siga os passos abaixo:

  1. Olhe para a cena que você está fotografando. Encontre o objeto mais próximo que deve parecer nítido, e estime a distância de sua câmera. Se você teve dificuldade para estimar a distância do visor da câmera, pode ser mais fácil mover para o lado da câmera enquanto ela está montada em um tripé para estimar mais precisamente a distância.
  2. Dobre esta estimativa para encontrar sua distância hiperfocal.
  3. Foque sua lente na distância hiperfocal. Isto pode ser feito por estimativa, ou usando a escala de foco em sua lente (se você tiver uma e confiar nela).
  4. Pare a sua abertura para aumentar a profundidade de campo. Você pode estimar a abertura correta (que, para lentes de ângulos amplos, frequentemente será próximo de f/8 ou f/11), ou analise a foto resultante para garantir que tudo está nítido.
  5. Agora, tudo a partir da metade dessa distância (que é onde está seu objeto do primeiro plano) até o infinito ficará nítido.

Este é um truque incrivelmente fácil de lembrar, o que o torna muito útil. É claro, você precisa aprender como fazer estimativa de distâncias, mas isto é bem fácil. Se você tiver uma lente com uma escala de foco precisa, você pode simplesmente usá-la para medir a distância até o seu objeto mais próximo após focar nele (de preferência com visualização ao vivo e com zoom, para obter melhor precisão). Os benefícios deste método são claros: ele não requer que você carregue uma tabela, e ele pode ser mais preciso que os valores apresentados em uma tabela de distância hiperfocal. Até mesmo suas habilidades para tirar estimativas da distância de foco irão melhorar com o tempo, o que torna este um método muito útil e acima de tudo, muito rápido.

Dunas de Mesquita no Pôr do Sol
NIKON D5500 + 16-28mm f/2.8 @ 16mm, ISO 100, 1/4, f/11 – ©Spencer Cox

7) O Método do Foco Infinito com Visualização ao Vivo

Outro método para encontrar sua distância hiperfocal, e um que pode ser tão preciso quanto o método acima, é focar sua lente no infinito, ou no ponto mais distante no plano de fundo da sua fotografia (o ideal seria usar a visualização ao vivo com o zoom, já configurado na abertura que você planeja usar). Tire uma foto, depois analise a imagem na tela LCD. Ao aumentar a imagem em 100% e começar a mover para baixo no plano de fundo onde você focou no primeiro plano, você pode encontrar o lugar que começou a ficar borrado. Esse ponto – o ponto mais próximo que parece aceitavelmente nítido na fotografia – é sua distância hiperfocal.

Para usar este método, siga os passos abaixo:

  1. Tire uma foto, configure na abertura que você planeja usar, focado no objeto do plano de fundo mais afastado em sua imagem.
  2. Analise a imagem resultante em uma grande ampliação (de preferência com zoom 100%). Desça a foto até você encontrar o ponto mais próximo que ainda pareça aceitavelmente nítido (tudo após este ponto até o primeiro plano deve parecer borrado). Este ponto é a distância hiperfocal.
  3. Foque sua lente neste ponto. Certifique-se de não mudar sua abertura.
  4. Agora, tudo a partir da metade dessa distância até o infinito ficará nítido.

Este método também não é completamente perfeito. O principal problema é o termo “aceitavelmente nítido”. Isto significa diferentes coisas para diferentes pessoas. Aquelas com problemas de visão podem ter problemas ao olharem para uma imagem ampliada em uma pequena tela LCD para decidir o que é nítido e o que não é, e visualizar imagens no LCD da câmera pode não ser o ideal durante o dia também. Também é um problema quando a sua pré-visualização JPG está com excesso de nitidez. Mesmo se você fotografar em RAW, que você deveria, as configurações de JPEG em sua câmera (menu “Controle de Imagem” na Nikon ou menu “Estilos de Imagem” na Canon) afetam a aparência das fotografias em sua tela LCD. Isto ocorre com qualquer que seja a sua câmera. O problema é que a configuração de “Nitidez” da pré-visualização de JPEG pode estar alta demais. Basicamente, isto pode enganá-lo, fazendo-o pensar que uma área está mais nítida do que realmente está. Neste caso em particular, um alto valor de nitidez pode sugerir que um objeto está nítido, mesmo quando está fora de foco; isto afeta a precisão de seu valor de distância hiperfocal. Minha recomendação é não aumentar muito o valor de nitidez, o que pode tornar a tela LCD bem mais precisa para avaliar a nitidez nas imagens.

Por fim, é importante notar que este método pode precisar de um tempo para ser usado perfeitamente. O método do “Dobro da Distância” é bem mais rápido, o que fornece a você mais tempo parar tirar fotos se você estiver com pressa. Porém, se precisão for o seu objetivo, este método é o melhor – supondo que você tenha reduzido a nitidez na pré-visualização de JPEG.

Pôr do Sol no Campo Ajloun
NIKON D750 + 15-30mm f/2.8 @ 15mm, ISO 200, 5 sec, f/16 – ©Spencer Cox

8) O Método do Foco Embaçado

Minha técnica pessoal favorita para encontrar a distância hiperfocal é bem simples, embora ela venha com sua própria lista de ressalvas. Para este método, eu uso o modo de visualização ao vivo com a maior abertura que minha lente oferece. Então, eu foco a lente para que tanto o primeiro plano quanto o plano de fundo fiquem igualmente embaçados – essa distância de foco é basicamente a distância hiperfocal.

Para usar esta técnica, siga os passos abaixo:

  1. Mude sua lente para foco manual.
  2. Mude para a maior abertura em sua lente (geralmente algo entre f/1.8 a f/4).
  3. Ligue a visualização ao vivo.
  4. Foque sua lente para que o objeto mais próximo e o objeto mais distante em sua 0cena fiquem igualmente embaçados.
  5. Não mexa mais em seu foco (já configurado para sua distância hiperfocal) e configure a abertura desejada da lente. Agora, tudo a partir da metada da distância hiperfocal até o infinito ficará nítido.

Digamos, por exemplo, que você está tentando fotografar uma rocha próxima na frente de uma montanha distante. Tudo o que você precisa fazer é mudar para a maior abertura da sua lente na visualização ao vivo, depois mudar o foco, até a rocha e a montanha ficarem igualmente embaçadas. Nenhuma delas ficará nítida – você está simplesmente encontrando o lugar que torna o tamanho do círculo de confusão, ou o borrão que você vê, igual. Dê uma olhada na foto abaixo:

NIKON D800E + 20mm f/1.8 @ 20mm, ISO 100, 1/125, f/1.8 – ©Spencer Cox

A fotografia acima foi tirada a f/1.8 com uma lente 20mm. É por isso que nem o primeiro plano e nem o plano de fundo estão em foco. Porém, ambos estão igualmente fora de foco; nenhum está mais embaçado que o outro. Isto é algo bom! Isto significa que eu encontrei a distância hiperfocal da paisagem. Após tirar esta foto para propósitos ilustrativos, eu mudei para uma abertura de f/16 para a foto abaixo:

NIKON D800E + 20mm f/1.8 @ 20mm, ISO 100, 1/3, f/16.0 – ©Spencer Cox

Esta foto parece muito melhor, mas vamos ver um recorte do primeiro plano e do plano de fundo para ter certeza:

Esta foto é exatamente o que eu quero. Apesar da paisagem incluir uma grande variedade de distâncias – a rocha do primeiro plano estava cerca de 60 cm da minha lente – tudo está aceitavelmente nítido na fotografia final. Por favor, note que aqui eu usei uma abertura de f/16. Embora isto adicione alguns borrões devido à difração, a distância de foco é tão grande que isto mal deixa o primeiro plano e o plano de fundo em um nível aceitável de nitidez. O ideal seria um empilhamento de focos a f/5.6 ou f/8 para o máximo de nitidez.

É claro, o método do “foco embaçado” não é perfeito. Ele depende na estimativa da nitidez baseada simplesmente em uma tela LCD de 7,5 cm, e nem todas as lentes possuem uma abertura grande o suficiente para mostrar borrões claros. Mas, o principal problema com o método do foco embaçado ocorre se sua lente exibir uma mudança de foco notável. Se este for o caso, a distância de foco da sua lente irá mudar como se tivesse sido parada. Eu tenho sorte da minha Nikon 20mm f/1.8G não mostrar uma mudança de foco significativa, e é por isso que a imagem acima está nítida, mas o mesmo pode não ocorrer com seu equipamento. Lentes com mudança de foco visível não funcionam com este método – seu primeiro plano e plano de fundo podem ficar igualmente embaçados em f/2, por exemplo, mas parar em f/8 pode mudar o foco para que o primeiro plano fique notavelmente mais borrado que o plano de fundo. Isso seria um grande problema!

Sua lente exibe mudança de foco? Isto é algo que você pode testar sozinho, ou talvez ler em análises de lentes. Se você estiver em dúvida, não use o método do foco embaçado; os métodos do “Dobro da Distância” e do “Foco Infinito com Visualização Ao Vivo” também são extremamente precisos, e eles não variam para lentes com mudança de foco.

Também é importante notar que algumas câmeras (principalmente DSLRs para iniciantes) não permitem que você mude a abertura de sua câmera manualmente na visualização ao vivo. Se este for o caso para você, o método do Foco Embaçado infelizmente não irá funcionar.

Cores de Wadi Rum
Sony A7R + FE 24-240mm F3.5-6.3 OSS @ 24mm, ISO 160, 1/60, f/8.0 – ©Spencer Cox

9) Foco em Tela Dividida

Algumas câmeras novas, como a Nikon D810, incluem um Zoom em Display de Tela Dividida muito útil. Com este recurso habilitado, você pode ampliar duas partes diferentes da tela de visualização ao vivo da sua câmera simultaneamente. Basicamente, o foco em Tela Dividia permite que você veja simultaneamente a nitidez de seu primeiro plano e plano de fundo; isto permite que você foque manualmente até que ambos fiquem igualmente nítidos.

Infelizmente, há uma pegadinha. Este recurso divide apenas a tela em metade direita e esquerda, o que não é muito útil para fotografias de paisagem horizontais. Porém, se você tirar uma foto vertical, isto é muito útil (e se você fotografar com um controle de perspectiva/lente tilt-shift, a tela dividida é inestimável!). A tela esquerda se torna o primeiro plano embaixo, enquanto a tela direita se torna o plano de fundo no topo. Seria maravilhoso se a Nikon melhorasse ainda mais esta funcionalidade, permitindo que as duas áreas divididas sejam posicionadas tanto verticalmente quanto horizontalmente. Esta seria a melhor forma e a mais usada para encontrar a distância hiperfocal nas imagens.

Se você não tiver uma câmera com este recurso, qualquer um dos outros métodos listados acima podem ser bem sucedidos; eles simplesmente requerem mais tempo.

10) Nível de Precisão

Honestamente, nenhuma das técnicas acima é perfeita. Todas elas exigem que você faça estimativa de distâncias ou entre na visualização ao vivo de sua câmera, e nenhuma delas o ajuda a decidir quais valores de abertura usar para obter a fotografia mais nítida. Na verdade, buscar a nitidez perfeita pode ser um jogo que não se pode vencer. Para quase todas as fotos que você tirar, “próximo o suficiente” provavelmente será mais que o suficiente. Se uma precisão perfeita for crucial, você deveria analisar suas fotos para obter nitidez perfeita com zoom 100%. Isto ocorre principalmente nas situações mais extremas, como uma paisagem que está a alguns metros na frente de sua lente até o infinito. Neste caso, uma precisão que não seja perfeita resultará em borrões em uma impressão maior.

Porém, para fotografias do dia a dia, as técnicas neste artigo fornecerão uma distância hiperfocal que é bem precisa. E o mais importante, estes técnicas não dependem de tabelas ou aplicativos externos; elas são fáceis de fazer na câmera, e são bem rápidas com a prática.

Reflexo do Nascer do Sol em Badwater
PENTAX 645Z + smc PENTAX-FA645 45-85mm F4.5 @ 60mm, ISO 100, 1/1, f/16 – ©Spencer Cox

Conclusão

A distância hiperfocal é basicamente tão complicada quanto você quer que ela seja. Se você se importar com o círculo de confusão e a precisão do nível de pixels, isto funciona para você; outros fotógrafos ficarão contentes em focar aproximadamente entre o primeiro plano e o plano de fundo, e todos sairão felizes. Porém, há alguns métodos para encontrar a distância hiperfocal que podem ajudar qualquer fotógrafo de paisagens, e algumas delas são bem fáceis de usar. Resumindo cada método:

Tabelas de Distância Hiperfocal: Geralmente obsoletas e não muito práticas, a menos que você use uma câmera de filme. Seus números são baseados em pequenas impressões e podem não ser muito precisos para o mundo de câmeras de alta resolução de hoje.

Usar uma Escala de Foco: Rápido e fácil se sua lente tiver uma, mas os números sugeridos são baseados em pequenas impressões. Certifique-se que sua escala é precisa antes de usar esta técnica no mundo real. Boa para uma estimativa rápida, mas não tão precisa quanto os métodos abaixo.

Método do Dobro da Distância: A forma mais rápida de fazer uma estimativa de sua distância hiperfocal, mas ela depende de sua habilidade de fazer estimativa de distâncias. Com a prática, este pode ser o melhor método para encontrar sua distância hiperfocal.

Método do Foco Infinito com Visualização Ao Vivo: Esta é uma forma bem precisa para descobrir sua distância hiperfocal para uma certa abertura, mas leva um tempo para fazer todos os passos. Você precisa analisar cada imagem para encontrar o último ponto de nitidez “aceitável”, que é algo subjetivo (e depende da configuração de nitidez em sua pré-visualização de JPEG, mesmo se você fotografar com RAW).

Método do Foco Embaçado: Este método é bem rápido e geralmente preciso, mas requer que sua lente não tenha problemas de mudança de foco significativos. Além disso, isto só funciona em câmeras que permitem que você mude sua abertura na visualização ao vivo.

Foco em Tela Dividida: Este método é o mais preciso, mas ele só funciona para fotos verticais com as câmeras mais novas, como a Nikon D810. Se você puder usar o Foco em Tela Dividida, você não precisa se preocupar com a distância hiperfocal; simplesmente mude suas configurações de foco e abertura até o primeiro plano e o plano de fundo estiverem o mais precisos possível.

Eu espero que este artigo providencie um conceito sólido sobre a distância hiperfocal e você possa conseguir evoluir mais ainda na sua jornada fotográfica!

Até a próxima e vamos juntos!

 

Artigo original: PotographyLife.com

Viewfinder ou LCD? O que é melhor para enquadrar suas fotos?

Viewfinder ou LCD? O que é melhor para enquadrar suas fotos?

Eu sempre fui uma incentivadora do uso do viewfinder pros meus alunos, acredito ser muito importante se habituar a olhar por ele e principalmente entender as informações que ele te dá, antes de você fazer a foto.

Quado comecei a estudar fotografia, ainda com as câmeras reflex, eu andava com um bloquinho anotando o exif das minhas fotos, só assim era possível descobrir qual abertura, velocidade, ISO, distância ou comprimento focal, que eu havia utilizado pra cada uma delas e, depois de reveladas, conseguir refazer as fotos com outras configurações e ir aprendendo como esses ajustes se comportavam na prática.

A grande vantagem na fotografia digital, é justamente permitir que você possa fazer muitas fotos e ainda por cima, que você veja de forma rápida o que está fazendo e corrija ou mude os ajustes de forma bem prática, o que torna a curva de aprendizado pra quem está iniciando, consideravelmente menor.

Mas como usar isso ao seu favor? Primeiro sabendo escolher aonde você vai visualizar suas fotos antes de fazê-las.

Viewfinder

Se você não estiver muito familiarizado com o termo, o viewfinder, ou visor,  nada mais é do aquele “buraco” que você enquadra a cena que você vai fotografar e que fica em cima da sua câmera.

Viewfinder

Eles podem ser diferentes dependo da marca e até mesmo do modelo da sua câmera, além de serem mais nítidos e maiores nas câmeras profissionais do que nas câmeras de entrada e eletrônicos em câmeras compactas, superzoom e mirrorless. E se você tem uma DSLR e usa óculos, pode ajustar a nitidez no diopter pra garantir mais fidelidade do que você está vendo, em alguns casos, permitindo que você fotografe sem óculos. A maioria dos diopters  tem uma correção padrão na faixa de -3 a +1. Para ajustá-lo, basta fazer o foco da câmera em um objeto e olhar através do visor, depois gire o seletor até que a imagem que esteja vendo fique nítida. Ah, se emprestar a câmera pra outro fotógrafo, provavelmente ele precisará refazer a regulagem.

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Diopter – Via shutterstock

LCD

A tela na parte de trás das câmeras digitais compactas, conhecida com visor de cristal líquido ou simplesmente LCD, é usado para enquadrar fotos, visualizar, e às vezes, mudar menus e configurações, além de permitir rever imagens gravadas quando a câmera está no modo de reprodução.

Como os LCDs têm aumentado em tamanho e qualidade, muitas câmeras compactas e câmeras digitais mirrorless não possuem mais viewfinders, lembrando que quanto maior a resolução do seu LCD, melhor a qualidade e fidelidade de cor do que você visualiza, ainda assim, mesmo o melhor LCD pode ser difícil de ver sob a luz muito brilhante, mesmo que ele possua um revestimento anti-reflexo.

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LCD – Via Shutterstock

 

 

Mas afinal, na hora de enquadrar a foto, o que usar?

Viewfinder ou LCD?

 

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Live-view – Via Shutterstock

 

Bom, quando eu ainda usava uma câmera superzoom, eu só enquadrava pelo LCD, mas isso tem muitos anos, e de lá pra cá, os viewfinders eletrônicos evoluíram em muitas câmeras, o que pode facilitar seu uso, mas a minha experiência com várias câmeras de alunos, mostra que realmente não há comparação, os viewfinders das DSLRs profissionais são muito mais confortáveis de usar do que de qualquer outra câmera.
Bom, nas câmeras profissionais você até pode fotografar pelo LCD, mas os recursos e a forma como isso acontece é diferente de outros tipos de câmeras, é o que chamamos de live view, o que pode ser uma grande vantagem para alguns tipos de fotos como em estúdio, que você pode visualizar o foco com mais precisão, mas definitivamente não é um recurso para o dia a dia, dificilmente você verá um fotógrafo profissional fotografando pelo LCD, até por uma questão de hábito, o viewfinder dá mais controle sobre o que vamos fotografar.

Porque Usar o LCD para Enquadrar as Suas Fotos

 

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LCD View – Via Shutterstock

 – Tamanho – O principal motivo é o tamanho, as telas são bem maiores comparadas aos viewfinders.

 – Conveniência – Realmente é muito mais prático mudar de posição e compor com uma tela maior.

 – Visualização rápida – Mesmo quem só usa o viewfinder, acaba “espiando” o resultado da foto no LCD, o que te obriga a duas ações diferentes, fotografar e depois reproduzir a foto, já no LCD isso pode ser automático.

 – Enquadramentos imprecisos – Alguns modelos de câmeras que possuem o viewfinder eletrônico, podem mostrar imagens ligeiramente diferentes do que realmente está fotografando e isso causa um mal estar na hora de enquadrar, você pode até se acostumar, mas nesses casos o LCD é bem melhor.

 – Visão obstruída – Algumas superzoons quando estão com toda extensão do zoom utilizada, podem obstruir a visão pelo viewfinder.

 – Óculos – Pra quem usa óculos, o LCD pode ser mais confortável de usar, mesmo que algumas câmeras possuam o diopter pra ajudar na nitidez, a armação dos óculos pode atrapalhar bastante na hora de enquadrar pelo viewfinder.

E a que eu mais gosto!

 – Criatividade – Essa é imbatível, principalmente para os LCDs articulados, fazer novos enquadramentos como do alto ou de baixo como nenhuma outra câmera poderá fazer. Isso justifica o uso do LCD, e é claro que você pode sempre deitar completamente no chão… ou não? 😉

Porque Não Usar o LCD para Enquadrar as Suas Fotos

 

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Fotógrafo Profissional – Via Shutterstock

 

 – Bateria – Como você pode imaginar, os recursos de energia para manter um LCD ligado são bem maiores do que qualquer outra função da sua câmera, então essa é uma questão importante pra se levar em conta, talvez se habituar a usar o viewfinder pode significar algumas horas a mais de foto naquela sessão ou viagem. Ah, visualizar cada foto feita, também consome muita bateria.

 – Estabilidade da câmera – Uma das coisas mais importantes para ter fotos nítidas, é saber segurar sua câmera para mantê-la estável, e muitas vezes isso só é possível visualizando o enquadramento pelo viewfinder, assim você mantém a câmera perto de você. Nas câmeras superzoons isso se torna mais grave, porque o zoom também precisa de mais estabilidade, então esticar seus braços em direção daquele pássaro lindo láaaa em cima da árvore, traz grandes riscos de uma foto tremida.

 – DSLR – Se você tem uma DSLR, o viewfinder irá mostrar a cena real, mesmo alguns modelos tendo alguma perda de enquadramento, sempre será a melhor opção, além de um excelente treino pro olhar porque ajuda a perceber o resultado da foto sem distrações da sua visão periférica.

E o mais importante:

 – Luz – Fotografar em ambientes muito claros ou a luz do sol, pode simplesmente inviabilizar que você consiga visualizar o que está fotografando, além de correr um sério risco de não perceber perfeitamente se sua fotometria está correta, nesses casos, somente o viewfinder vai permitir um resultado profissional.

Conclusão

 

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Camera Screen – Via Shutterstock

 

Você pode escolher entre qualquer um dos dois, viewfinder ou LCD, se sua câmera permitir. Eu continuo sendo uma incentivadora do viewfinder pra quem usa DSLR, não importa se sua câmera é de entrada, semiprofissional ou profissional, acho um hábito saudável aprender a enxergar por alí e utilizar as informações que aparecem no seu visor, a seu favor. Mas o mais importante sempre será não perder a foto, na fotografia não existe nenhuma regra tão rígida, tudo deve estar à disposição do bom resultado, muitas vezes essas escolhas facilitam, e outras prejudicam, cabe à você descobrir o que é melhor para o seu resultado.

Eu só uso o viewfinder, mas confesso que de vez em quando gostaria de um LCD articulado para algumas foto 😉

E você, usa qual dos dois? Compartilha nos comentários!

Bons enquadramentos e vamos juntos!

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Imagem destacada – Enquadramento Via Shutterstock

 

Exercício Para Treinar Sua Abertura

Exercício Para Treinar Sua Abertura

A abertura talvez seja o parâmetro mais importante pra conseguirmos definir o tipo de foto que iremos conseguir, você já deve saber que ela faz parte do importantíssimo triângulo de exposição e junto com a velocidade e o ISO, é responsável pela fotometria correta da sua foto.

Já escrevi vários artigos bem completos sobre como utilizar a Abertura da melhor maneira e como conseguir resultados como desfocar o fundo de uma foto, assunto esse que acredito ser de grande interesse. Você pode estudar mais sobre essa técnica neste artigo: “Guia Definitivo Sobre Profundidade de Campo Para Iniciantes“.

O artigo de hoje é bastante prático, na verdade é uma proposta de exercício que você pode fazer hoje mesmo e assim entender melhor como a abertura se comporta nas nossas fotografias, e o melhor, nem precisa ser no Modo Manual, basta que sua câmera possua o modo de cena Prioridade de Abertura (A ou AV).

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O Que Você Precisa Para Treinar Sua Abertura

 

Você vai precisar de:

– Uma câmera que possua o mode de Prioridade de Abertura, ou seja, todas as DSLR, a grande maioria das superzoons e muitas câmeras compactas avançadas.

– Uma superfície plana como uma mesa que tenha mais de um metro, porque assim fica mais fácil para perceber os resultados.

– 3 Objetos quaisquer com mais ou menos o mesmo tamanho e largura, pode ser bichinhos de pelúcia, brinquedos, plantinhas, etc.

– Excelentes condições de luz, porque isso vai te permitir não ter que se preocupar com a fotometria, o ideal é que este exercício seja feito de dia em um local com bastante luz.

– 1 Tripé, que é opcional, mas facilita porque garante que você vai fazer as fotos comparativas sempre da mesma forma, mas pode ser um banco, ou até mesmo na mão.

– Uma lente, que pode ser a do kit (18-55mm), e se tiver mais de uma lente, treine com todas, vai facilitar muito da próxima vez que utilizá-las.

O Setup

Disponha os três objetos em cima da mesa como mostra a imagem abaixo, o importante nesse primeiro exercício é manter mais ou menos as distâncias propostas (50 cm) pra ficar mais fácil visualizar os resultados.

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Então sua câmera ficará a cerca de 50cm do primeiro objeto, que também estará a cerca de 50cm de distância do segundo objeto. A partir daí, basta fazer várias fotos com aberturas diferentes para perceber como o fundo desfoca conforme você aumenta sua abertura (números pequenos como f/3.5, f/4) e ao contrário, visualizar como o fundo vai ficando mais nítido conforme você diminui a abertura (números grandes como f/8 pra cima).

Os Resultados do Exercício para Treinar a Abertura

Repare na foto abaixo como os 3 vasinhos de planta estão em foco, nesse exemplo eu fiz a foto exatamente como mostrei no esquema acima, minha câmera está em um tripé a 50cm de distância do vasinho amarelo e os vasinhos branco e verde, estão a 50cm do vasinho amarelo. Usei a abertura f/22, que é bem pequena e por isso traz mais foco pra maior parte da cena. É importante perceber a distância – ou comprimento – focal, nesse caso eu utilizei uma lente de kit, a 28-135mm, e fiz a foto sem zoom nenhum, ou seja, estou usando um comprimento focal de 28mm.

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Na próxima foto, continuo com o mesmo setup, a única diferença é a abertura, como estou como uma lente de kit, a minha abertura máxima é f/3.5, mas se tiver outra lente mais clara com uma abertura f/2.8, por exemplo, o fundo da sua foto ficará mais desfocado ainda!

2-exercicioaberturaresultadosf3-5

Mas se você quiser o fundo mais desfocado ainda, vou fazer uma mudança simples nesse setup, vou usar o zoom total da minha lente – 28-135mm – e a 135mm, preciso afastar minha câmera para conseguir fazer um enquadramento parecido, no meu caso, posiciono o tripé agora a 120cm do vasinho amarelo como mostra a figura abaixo.

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Você pode perceber que simplesmente usar uma distância focal maior, como a 135mm, mesmo se afastando do assunto, o fundo se aproxima mais e o resultado é completamente diferente do primeiro resultado também com a abertura f/22. Isso se dá por causa da compressão da lente, mas esse é um assunto que trarei em um artigo exclusivo. O importante é você perceber a diferença entre esse, e os dois primeiros resultados.

3-exercicioaberturaresultadosf22a120cm

E por último, o segundo setup, mas agora alterando a abertura, dessa vez a abertura máxima disponível na lente que usei é a f/5.6, isso porque é uma lente zoom de abertura variável, como a maioria das lentes de kit,  como a 18-55mm, ou seja, quando dou zoom com minha lente, a minha abertura máxima diminui proporcionalmente, o inconveniente desse aspecto é que você perde luz, por isso a recomendação que fiz pra que fizesse o exercício de dia e em excelentes condições de luz.

Esse é o resultado com o fundo desfocado mais bonito!

4-exercicioaberturaresultadosf3-5a120cm

Esse desfoque se dá por causa da profundidade de campo e você pode estudar mais sobre ele aqui: “Guia Definitivo Sobre Profundidade de Campo Para Iniciantes“.

Como você percebeu, e exercício é bem simples, mas pode lhe ensinar muito sobre como sua abertura trabalha para obter resultados diferentes, e ter isso em mente, pode ser a diferença de uma foto interessante para uma foto incrível!

Espero que você tenha gostado, que pratique e compartilhe comigo seus resultados, vou adorar saber como ficaram suas fotos.
Se achar que o artigo é útil, compartilhe também nas redes sociais, é muito importante pra nós!

Bons exercícios e vamos juntos!

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